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Danças do Maranhão    
       
   
 

Bambaê de Caixa.
Uma das danças folcl
óricas do Maranhão. Baile de Caixa, Bambaê de Caixa e até Cacuriá são denominações que a criatividade popular utiliza para referir-se a uma dança encontrada na Baixada Ocidental Maranhense, particularmente nos municípios de Guimarães, São Bento, Cajapió e Penalva. Como tantas outras danças folclóricas, não é incomum encontrar variações de lugar para lugar nos modos de fazer e dançar do Bambaê de Caixa, mas podemos enunciar características gerais e até mesmo demarcar as diferenças de município para município.

Muitos dizem que o Bambaê existe desde o tempo da escravidão e que guarda muitas de suas características originais. Dito na simplicidade dos brincantes, existe no Maranhão "desde a época em que não havia luz elétrica”. As motivações que levam os brincantes a executar essa dança vão desde pagamentos de promessa até festejos como o do Divino Espírito Santo. Por sinal, muitas de suas características apontam que sua origem se deu a partir do Divino, quando as caixeiras, depois da derrubada do mastro, reuniam-se para festejar em animado carimbó tocado ao som das caixas. Uma das características principais dessa dança, encontrada de forma bastante generalizada, é o fato dela ser composta de casais de dançantes, em geral 12 dançarinos, que constroem uma roda, tendo ao centro um ou dois casais dançando.

Essas pessoas exibem uma dança que pode ter uma estrutura coreográfica diversificada, com passos complexos e de nomes específicos, como pode ser executada em diversos ritmos, indo do forró à valsa. Além dos dançarinos, podemos encontrar também duas caixeiras e uma bandeireira. A roda é formada por casais dançando em uma complexa expressão coreográfica, que exibe passos rápidos e variados conhecidos como: siriri, mariquinha e catarina, dentre outros, incluindo reviravoltas bruscas que exigem grande agilidade dos dançarinos. Os casais dançam ora frente a frente, ora de costas um para o outro. No centro da roda distingue-se a figura de um ou dois casais de dançarinos, dando à dança passos que exibem movimentos de entrada e saída.



Cacuriá.
O cacuriá é uma dança típica do estado do Maranhão, no Brasil, surgida como parte das festividades do Divino Espírito Santo, uma das tradições juninas. A dança é feita em pares com formação em círculo, o "cordão", acompanhada por instrumentos de percussão chamados caixas do Divino (pequenos tambores). No final da Festa do Divino Espírito Santo, após a chamada derrubada do mastro, as caixeiras do carimbó podem descansar. É neste momento que elas passam à porção profana da festa, com o cacuriá. A parte vocal é feita por versos improvisados respondidos por um coro de brincantes. O ritmo é uma derivação do carimbó maranhense. Inicialmente, o cacuriá era praticado unicamente com as caixas, mas aos poucos foi-se acrescentando outros instrumentos, como banjo, violão, clarinete e flauta. A representante mais conhecida do cacuriá é Dona Teté do Cacuriá, uma percussionista maranhense muitas vezes creditada como uma das criadoras do ritmo e considerada responsável pela introdução dos novos instrumentos.

Dança de São Gonçalo.
A dança de São Gonçalo é um baile popular de caráter religioso de origem portuguesa, dançado em louvor ao santo português São Gonçalo do Amarante, que viveu no século XIII. A tradição popular considera São Gonçalo como um santo casamenteiro e dançador, que tocava viola e convertia as mulheres dançando com elas, tendo pregos em seus sapatos que feriam seus pés. Geralmente, a dança é motivada por promessa ou voto de devoção de alguém. Em frente ao altar, com a imagem do santo tendo na mão sua viola, formam-se dois cordões de seis pessoas do sexo feminino. As dançarinas se alternam cantando a uma só voz e fazendo movimentos para a esquerda e para a direita. Os cantos são quadras decoradas ou tiradas de improviso, com o acompanhamento de viola e rabeca.

Dança do Caroço.
De origem indígena, a dança do Caroço se concentra na região do Delta do Parnaíba, principalmente no município de Tutóia. É executada por brincantes de qualquer sexo ou idade. As toadas improvisadas são tiradas pelos cantadores com o acompanhamento dos brincantes que respondem com o refrão, acompanhados de instrumentos como caixas (tambores), cuíca e cabaça. Com roupas simples e livres, os componentes dançam isolados formando uma roda ou cordão. As mulheres trajam-se com vestidos de corpo baixo, na cor branca, com gola redonda e mangas com quatro folhos pequenos do mesmo tecido da saia, que deve ser estampada, franzida e curta, com três folhos.

Dança do Coco.
A dança do coco tem sua origem no canto de trabalhadores nos babaçuais do interior do Maranhão. É uma dança de roda cantada, com acompanhamento de pandeiros, ganzás, cuícas e das palmas dos que formam a roda. A coreografia não apresenta complexidade. Como adereços, os componentes da dança carregam pequenos cofos e machadinhas, imitando os instrumentos de trabalho nos babaçuais. Além dessas danças, pode-se presenciar, nos arraiais da cidade, no período dos festejos juninos, outras danças como a quadrilha, que de forma caricatural retrata uma cena da vida do caipira do Nordeste brasileiro; a dança da fita e dança portuguesa.

Dança do Lelê.
É uma dança de salão de origem européia, provavelmente francesa, com traços ibéricos, presente nos municípios de Rosário (no povoado de São Simão) e Axixá desde o século XIX. Embora seja uma dança profana, pode ser apresentada em louvor a um santo. A dança do lelê não tem uma data fixa para ser apresentada. É comum que os brincantes se apresentem em maio, na Festa do Divino; em junho, na festa de Santo Antônio; em agosto, durante a Festa de São Benedito; em dezembro, na festa de Nossa Senhora da Conceição; em janeiro, no dia de Reis ou em qualquer outra época como pagamento de promessa. Com o acompanhamento de instrumentos como violão, cavaquinho (ou banjo), pandeiro, castanholas, flauta (ou pífano) e rabeca, os brincantes, em pares, se dispõem em filas de homens e mulheres, liderados por um mandante, pessoa responsável pela coordenação da brincadeira.

O primeiro par da fila é denominado cabeceira de cima e o último, cabeceira de baixo, podendo ser o cabeceira de cima, também, o mandante. Os cantos, que podem ser tirados de improviso, seguem-se de acordo com a dança dividida em quatro partes: Chorado: É o início da festa, quando cantador e tocadores convidam todos para a dança. Nesse momento acontece a escolha dos pares por homens e mulheres, alternadamente, formando os cordões de brincantes. Dança Grande: No segundo momento da dança, os brincantes apresentam coreografia diversificada. É a parte mais longa da festa, quando homens e mulheres se cortejam. Talavera: Essa parte da dança se constitui numa das partes principais. Os brincantes dançam de braços dados. A talavera deve ser dançada pela madrugada. Cajueiro: Nesta última parte da dança os brincantes saúdam os músicos, o dono da casa e as pessoas presentes. Fazem evoluções conhecidas como juntar castanhas e entregar o caju. O cajueiro acontece ao amanhecer.


Tambor de Criola.
O Tambor de Crioula é uma das danças folclóricas maranhense de origem africana praticada por descendentes de negros no Maranhão em louvor a São Benedito, um dos santos mais populares entre os negros. É uma dança alegre, marcada por muito movimento dos brincantes e muita descontração. Os motivos que levam os grupos a dançarem o tambor de crioula são variados podendo ser: pagamento de promessa para São Benedito, festa de aniversário, chegada ou despedida de parente ou amigo, comemoração pela vitória de um time de futebol, nascimento de criança, matança de bumba-meu-boi, festa de preto velho ou simples reunião de amigos. Não existe um dia determinado no calendário para a dança, que pode ser apresentada, preferencialmente, ao ar livre, em qualquer época do ano.

Atualmente, o tambor de crioula é dançado com maior freqüência no período carnavalesco e durante os festejos juninos. A dança Tambor de Crioula não requer ensaios. Originalmente não exigia um tipo de indumentária fixa, mas nos dias atuais a dança pode ser vista com as brincantes vestidas em saias rodadas com estampas em cores vivas, anáguas largas com renda na borda e blusas rendadas e decotadas brancas ou de cor. Os adornos de flores, colares, pulseiras e torços coloridos na cabeça terminam de compor a caracterização da dançante. Os homens trajam calça escura e camisa estampada.


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