Monumentos, Centro Histórico e Patrimônio da Humanidade   Academia Maranhense de Letras  
       
 Monumentos Históricos de São Luís  
 
Cais da Sagração.
Grande extensão de muralhas de avultada espessura, construída em alvenaria de pedra e reboco, que se estende desde a Praia do Caju até a Rampa do Palácio. É interrompida por três rampas: Praia do Caju, das Palmeiras e, logo após, o Baluarte de São Cosme. Os muros são dotados de bancos embutidos. Em toda a sua extensão é circundado pela Av. Jaime Tavares, em belo trecho com arborização de coqueiros. As duas meias-laranjas correspondentes aos baluartes de São Cosme e São Damião do Castelo, ao lado do Palácio dos Leões, vêm quebrar seu sentido retilíneo. O monumento da Pedra da Memória e o Coreto da Praia Grande estão nesse percusso.

A construção do Cais teve como objetivo evitar a escavação e o desmoronamento do baluarte, facilitar a comunicação entre a Praia Grande e as ruas que terminam no mar, acabar com o pântano, que existia desde o Baluarte até os Remédios e, por fim, dar melhor estética à vista da cidade. Foi projetado sob interesses do capitão general D. Diogo de Sousa, Conde do Rio Pardo. O escritor maranhense Josué Montello imortalizou-o no romance Cais da Sagração, em que exalta a figura do Mestre Severino.

Pedra da Memória.
Monumento erigido inicialmente no Campo de Ourique, em 1841, em comemoração à Coroação D. Pedro II. Depois da demolição do quartel e do completo abandono em que ficou o Campo de Ourique, esse monumento, hoje instalado numa das meias-laranjas do Cais da Sagração, quase tomava descaminho não fosse a diligência em que se empenhou o escritor maranhense Joaquim Luz, por sua instalação no local em que atualmente se encontra.

Ceprama.
Localização: Rua São Pantaleão nº 1732.
Instalado na antiga Fábrica Cânhamo cuja edificação completou 100 anos em 1991, o centro produção e comercialização do artesanato maranhense conta com um imenso galpão de comercialização de artesanato com 106 boxes, restaurante de culinária regional, bar no terraço da fábrica, galeria de arte e auditório.

O pátio externo possui arena para apresentação de brincadeiras folclóricas, playground e restaurante popular. O CEPRAMA exerce um papel relevante no incentivo e na preservação das nossas manifestações culturais, ao mesmo tempo em que se destaca como fator de geração de novos empregos e melhoria da renda para as camadas mais carentes da população.

Fonte das Pedras.
A Fonte das Pedras foi construída pelos holandeses no século XVII, mas a atual fachada de estilo colonial português é datada de 1832. É tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional desde 1963 e há um antigo portão que protege a entrada. A água jorra de carrancas esculpidas em pedra lioz. O local tem importância histórica para a cidade. Foi ali que a tropa liderada pelo comandante português Jerônimo de Albuquerque acampou antes da luta contra os franceses, que eram presididos por La Ravardière, em 1615. Anos depois, em 1641, a água da Fonte das Pedras foi canalizada pelos invasores holandeses, antes deles serem expulsos."

Fonte do Bispo.
Rua das Criolas, ex-Largo do Santiago, Bairro de São Pantaleão.
Dados Jurídicos: Prefeitura de São Luís. Construção: Século XII elemento de notável mérito histórico, tem seu nome originado em fato público de 1699, onde por divergência entreo o Bispo D. Frei Timóteo do Sacramento e o Governador do Pará, representado pelo Ouvidor Geral Mateus Dias da Costa, foi decretada a prisão domiciliar para o Bispo, em seu palácio, e este, sem poder receber visitas e renovar os meios de sobrevivência alimentar, rompeu o cerco e,de vasilha em punho foi apanhar água nessa fonte próxima à sua residência.

Deu-se então o nome de Fonte do Bispo a essa nascente, que foi construída em pedra jacaré e tem sua porta revestida de cantaria. Sitiado em seu palácio, por ordem do governo da Provincia O Bispo D. Timóteo do Sacramento nela se abastecia.

Fonte do Ribeirão.
Tombada pelo Governo Federal em 1950, a Fonte do Ribeirão resiste ao tempo e se afirma como um dos mais importantes símbolos afetivos da cidade de São Luís. Ocupando um ponto privilegiado na geografia do Centro Histórico, a Fonte do Ribeirão foi construída há quase 200 anos, por Fernando Antônio de Noronha que, no final do século 18, sucedeu a Leite de Foyos no governo da província. Vizinhos à velha fonte encontram-se prédios individualmente tombados pelo Governo do Estado como o Solar do Ribeirão e o casarão nº 34, que até o final dos anos 90 abrigava a sede do Departamento do Patrimônio Histórico, Artístico e Paisagístico do Maranhão, que antes funcionara no prédio nº 205 da antiga Rua do Giz.

Forte de Santo Antonio.
Localização: Ponta D' Areia.
Dados Jurídicos: Propriedade Particular. Construção: Século XII. Apesar de oficialmente denominado Forte de Santo Antonio da Barra, este sempre foi conhecido como da Ponta D'Areia. Sua construção atribuída ao Governador Antonio de Albuquerque teria sido de pedra e cal, mas tudo indica que devido a sua localização estratégica, tivesse utilização na defesa de São Luís. Ocupado pelos revoltosos de 1842, o forte foi incendiado pelos ocupantes dos Fortes de São Luís e de São Marcos.

Pirâmide de Beckman.
Localizado na Av. Beira-Mar. Período: Início do século XX.
Monumento simples, em forma de pirâmide de base quadrangular com cantos boleados. talhados em mármore cuja inscrição dizia: "Aqui foi enforcado o Bequimão a 02 de Novembro de 1685". Segundo entendidos de nossa história, não precisamente ali o local onde Beckman fora executado, mas na antiga Praça do Armazém, onde funcionou a alfândega. Atualmente, encontra-se no centro de uma praça no Parque 15 de Novembro sobre ampla base de pegra inacabada.

Portão da Quinta das Laranjeiras.
Localização: Rua Grande. Dados Jurídicos: Irmãos Maristas sob orientação da Ar-quidiocese. Construção: Início do século XIX. A quinta das laranjeiras chamava-se antigamente "Quinta do Barateiro ou Quinta do Barão de Bagé", isto devido ao Bispo ter ordenado, em 26 de Março de 1911, que se passasse portaria em forma de estilo, com vistas ao requerimento de José Gonçalves da Silva, "O barateiro", para que pudesse erigir um Oratório público com porta na rua, na Quinta das Laranjeiras.

Sitio do Físico.
Situado à margem esquerda do rio Bacanga, a 12 km do Centro Histórico de São Luís, ocupando uma área total de 631.309 m2 , o Sítio do Físico encontra-se próximo a extensos manguezais que forneciam o tanino e o sarnambi utilizados no processo de curtição de peles. No local, ainda podem ser vistos poços, tanques, canaletas, caixas distribuidoras de líquidos, fornos e pedras de mó, elementos caracteristicos do acervo tecnológico de um curtume do século XIX, bem como as ruínas que constituem testemunhos da grandeza de uma época.

Construções avultadas, de 8 metros de altura e 1,50m de espessura. Além do curtume, indústrias de arroz e pólvora, prisões de escravos (formato triangular), gigantescos fornos, poços, Casa-Grande alpendrada, tudo calçado de cantaria e cerâmica. Foram encontrados 17 padrões de azulejos, escadaria com 38 degraus, além de rede de esgotos para águas pluviais e resíduos de curtume. Só em 1808, com a chegada da família real ao Brasil, é liberada a criação e implantação de indústrias no território nacional. E nesta época, o físico-mor da Província do Maranhão, Antônio José da Silva Pereira recebe por alvará o "Sítio Santo Antônio da Alegria", onde instala um complexo industrial dedicado ao beneficiamento de couros.

Além de sua beleza dimensional, existe o enigma de vida e morte de seu edificador. Médico, engenheiro civil, foi um forte batalhador pelo bem-estar da economia maranhense. Embora tendo participado na luta durante a epidemia da peste bubônica, jamais foi reconhecido seu verdadeiro valor como médico, talvez por ser partidarista de Napoleão. Daí seu triste extermínio: preso Napoleão, encontra-se correspondência (na Corte), que compromete nosso físico- mor. Tem sua comodidade devassada, ficando submetida a severa vigilância.

Com moral aniquilada, restando-lhe apenas tristezas e frustrações, teria recorrido ao suicídio. Após a morte do físico-mor, em 1817, não se tem notícia do Sítio até 1847, quando se instalou uma fábrica de pólvora e fogos de artifício e forno para fabricação de cal. As ruínas do Sitio do Físico encantam pela sua imponência e revelam a riqueza do passado. servindo, inclusive, de cenário para manifestações artísticas e culturais de São Luís.



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